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AGENDA DE PARALISAÇÃO: Trabalhadores em Educação protestam em frente ao Shopping da Bahia

A APLB-Sindicato e os trabalhadores e trabalhadoras em Educação do município de Salvador realizaram mais uma atividade da agenda de paralisação na manhã desta quarta-feira, 12, com uma manifestação em frente ao Shopping da Bahia. O ato reuniu centenas de trabalhadores que, assim como o protesto desta terça-feira, 11, em frente à SMED, também contou com o apoio de pais e estudantes. A mobilização da categoria foi realizada para chamar a atenção da população para a política de reajuste zero do prefeito ACM Neto, que também não concede outros direitos previstos em lei e deixa as escolas sem professores, material didático e de higiene, estrutura precária e falta de manutenção.

Crédito das fotos: Walmir Cirne e Thais Seixas

A APLB também luta contra a Reforma Trabalhista, aprovada pelo Senado na noite desta terça-feira e que segue para sanção de Michel Temer, líder de um governo ilegítimo, que age contra o Estado Democrático de Direito e arranca os direitos da classe trabalhadora, por meio das reformas da Previdência, Trabalhista e da Terceirização. Durante o ato, os trabalhadores utilizaram faixas, cartazes, apitos, percussão, carro de som e performances de artistas circenses para mostrar que não aceitam as propostas do Executivo Municipal e vão continuar lutando!

“Queremos esclarecer à população de que não é verdade que o Executivo Municipal apresentou uma proposta de reajuste salarial de 7,5%. A verdade é que, na terceira rodada de negociação, ele insiste em manter o reajuste zero. Os trabalhadores em Educação do município permanecem firmes na luta e mobilizados, até que o Executivo Municipal apresente uma proposta decente para a categoria”, enfatiza a diretora da APLB Elza Melo.

Veja o momento em que os trabalhadores ganham as ruas do Iguatemi durante a manifestação:

A falta de professores nas escolas também é um dos problemas enfrentados diariamente pelos trabalhadores. Na Escola Municipal Nossa Senhora Aparecida, no bairro de Valéria, a situação de descaso tem prejudicado o aprendizado dos estudantes. “Minha filha já está há três meses sem aula. Já fui à Secretaria da Educação e ao Ministério Público para pedir mais professores e até hoje nada. São mais de 50 alunos fora da sala de aula, além de outros que não conseguiram vaga em escola nenhuma. A melhor escolha dos professores é vir para a rua protestar, porque ficar em casa não resolve nada”, afirma Selma de Jesus Araújo, mãe de uma aluna da unidade, que também participou da manifestação.

Selma Araújo fala sobre a situação da escola de sua filha (Foto: Thaís Seixas)

Confira a galeria de fotos da manifestação:

Durante o protesto, os trabalhadores entregaram uma carta à comunidade, que trata sobre os motivos da mobilização e a luta da categoria. Confira:

NENHUM DIREITO A MENOS!

CONTRA O REAJUSTE ZERO!

CONTRA A REFORMA TRABALHISTA!

FORA TEMER!

DIRETAS JÁ!

 

 

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