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APLB promoveu seminário de formação sindical para Representantes de Escolas de Salvador conclamando para o fortalecimento da luta em 2018!

Crédito das fotos: Aristeu Chagas

A APLB-Sindicato realizou, na tarde desta terça-feira (15), um Seminário de Formação Sindical para os Representantes de Escolas de Salvador (RES). Na pauta, a conjuntura política nacional e a organização sindical da APLB, com o objetivo de conscientizar os trabalhadores sobre a importância da luta contra o golpe, e fortalecer a atuação dos representantes, em sua função de fazer o elo entre a direção da APLB e os trabalhadores que estão no chão da escola. O evento, que aconteceu na Fundação João Fernandes da Cunha (Campo Grande), teve boa receptividade e ampla participação dos representantes presentes e foi encerrado em clima de confraternização natalina.

O seminário foi presidido pela diretora Elza Melo, que fez a abertura, deu informes sobre questões do interesse da categoria e em seguida passou a palavra para o professor Rui Oliveira, coordenador geral da APLB-Sindicato, que fez uma análise contundente da real situação da conjuntura política internacional e nacional, de avanço da política neoliberal e retrocessos em todas as áreas sociais, com graves reflexos em nível local, e mais especificamente para os educadores e a classe trabalhadora em geral.

Rui alerta que a direita tem um projeto totalmente antagônico ao dos trabalhadores e defende que o mais importante para os sindicatos neste momento é combater o golpe, colocar o povo na rua.

“O que ACM Neto defende? Ele defende o ajuste fiscal, a reforma da previdência, a reforma trabalhista, e foi o primeiro a aplicar o ajuste fiscal antes mesmo do ajuste ser votado! Isto é decorrente de uma questão de concepção de estado. Na cabeça dele o estado tem que ser mínimo, e, na contradição, vai desapropriar o estado do próprio dinheiro do estado e vai explorar a gente. Esta é a concepção que ele, Maia, Temer e toda a turma da direita defendem abertamente. Nós temos que entender que o nosso inimigo está lá fora. Se a gente não entender isso, vamos fazer o coro de quem quer desmontar o estado, quem quer acabar com a democracia, quem quer acabar com o movimento social. A nossa batalha tem que ser política, temos que derrotar os golpistas, temos que derrotar Temer e todos os que lhe dão apoio”, alertou o coordenador da APLB.

O segundo palestrante foi o professor Marcos Barreto, que fez uma abordagem didática sobre o tema Reflexões sobre a Estratégia e Organização Sindical e destacou a importância da organização por local de trabalho para o fortalecimento do sindicato, instituição que precisa ser preservada, para resistir a investida neoliberal de ataques aos direitos trabalhistas.

Ele concluiu sua explanação conclamando a todos para que levem a discussão feita no seminário para as escolas, as famílias, as comunidades, os grupos sociais, times de futebol e até mesmo grupos religiosos. “O nosso enfrentamento agora é algo concreto. Se a gente não vai pra briga com a linha de frente, vamos ser atropelados. Essa é a reflexão que temos que fazer”, defendeu

Marcos Barreto garantiu que a formação sindical está formalizada e vai avançar também para os suplentes e, num terceiro momento, para qualquer professor que queira participar. Ao final lançou o desafio de um 2018 de luta: “Temos que nos dispor a lutar pela nossa sobrevivência, porque enquanto trabalhadores só vão sobreviver os que tiverem força política e só se tem força com representação sindical”, analisou o diretor, que é um dos integrantes da pasta de formação sindical na APLB-Sindicato.

A diretora Elza Melo encerrou fazendo uma avaliação positiva do seminário e reiterando que a formação será estendida também para os suplentes dos representantes de escola e para toda a categoria.

Elza reforçou as falas dos diretores e representantes que a antecederam reafirmando a gravidade deste momento político para os trabalhadores e o povo em geral e disse que o mesmo terá que ser enfrentado com muita unidade e luta.

“Vamos azeitar as nossas energias, porque 2018 nos espera. No próximo ano tem eleições e temos candidatos do nosso campo, além de Lula, temos Manuela d`Ávila, que vai possibilitar a construção de uma frente ampla. É preciso que as forças da esquerda se unam para derrotar os golpistas. E esta a nossa meta e é preciso que nós, trabalhadores, estejamos juntos, unidos para o enfrentamento, que não deve concentrar a luta só em ACM Neto, porque a politica administrativa dele reflete  a política neoliberal do projeto de Temer. É preciso que a gente tenha uma visão geral dos problemas, porque a reforma da previdência, a reforma trabalhista, o congelamento por 20 anos dos recursos da educação e saúde está refletindo aqui, na prática, contra nós. A luta é geral, ampla e é preciso que a gente se preocupe e lute por isso”, conclamou a diretora.

 

 

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