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Departamento de Funcionários da Educação realiza reunião de fim de ano. Coordenador e vice comentam situação da categoria

O Departamento de Funcionários da Educação (DEFE) realizou na manhã desta terça-feria, 12 de dezembro, uma reunião para fazer um balanço das atividades realizadas durante este ano, tanto na capital quanto no interior do Estado. A reunião foi realizada no auditório da APLB-Sindicato, em Salvador.

 

  A SITUAÇÃO DO FUNCIONÁRIOS DA EDUCAÇÃO E CAÓTICA EM TODO ESTADO DA BAHIA

O Departamento Estadual  de Funcionários da Educação da APLB-Sindicado (DEFE)  realizou no dia 12  a última reunião do ano com a participação de funcionários da educação  que trabalham em diversas escolas do Estado da Bahia. A pauta da reunião consistiu nos seguintes temas: Informe dos municípios, os funcionários no contexto das reformas, Situação atual do Profuncionário na Bahia. Foi uma reunião onde houve um intensos debates a respeito da situação dos funcionários no Estado da Bahia.

Primeiro tivemos os informes da cidade de Ituaçu, através da diretora do núcleo, Eva, que relatou que os funcionários não são  valorizados, vivem um descaso total, que o plano já foi unificado hoje já não é mais, e que a luta sindical é muito difícil lá em seu município, e sua luta agora é registrar a ata em Salvador.

Fernanda, de Tanhaçu, que  é auxiliar administrativa, denuncia que houve um concurso público e o prefeito não queria dar posse, e que lá os funcionários são muito discriminados, e essa discriminação vem dos professores que não querem que o sindicato represente funcionários e professores. Ela relata que para mudar tal situação vai ter que luta muito, já que só a luta é que pode acabar com os paradigmas  discriminatórios.

Erisdeise, de Vera Cru, que é merendeira e formada em nutrição, fala que o plano é unificado e lá os trabalhadores em educação ficaram três meses em greve e foram perseguidos, e relata com certo otimismo, que todos os funcionários em 2018, receberão acima do salário mínimo, mas para que isto aconteça tem que haver luta.

Celeste, de Vera Cruz , denuncia que os trabalhadores tiveram descontados em seus salários sete dias, em função das paralisações.

Rosália diz que mesmo com a situação ruim em Vera Cruz morre de inveja por ter conseguido alguns direitos, e que em Nazaré a situação corre ao contrário, com total desrespeito com os funcionários, e que o Profuncionário chegou em seu município e só beneficiou os professores e funcionários da administração da Secretaria de Educação, e que o plano unificado foi excluído da agenda da prefeitura, e termina dizendo que vai lutar até o fim para conquistar os seus direitos.

Maria das Graças, de Feira de Santana, que é secretária escolar, afirma que em Feira está atrasado em tudo e que precisa reformular o plano de Carreira, mesmo sendo unificado e que o processo está na procuradoria do município a dois anos, e a chegada do Profuncionário.

Lusinete, de Salvador, relata o seguinte: um prefeito ditador, ACM, Neto ,que sistematicamente terceiriza os serviços da alimentação escolar, que o reajuste dos seus salários dos funcionários é zero há mais de 2 anos, e que os funcionários efetivos estão sendo pressionados pelo prefeito e a  direção das escolas, e que a professora que representa a escola só fala em professor e deixa os funcionários de lado.

Reinaldo, de Irará, falou que devemos dar resposta aos prefeitos corruptos nas próximas eleições, já que eles não ligam para os funcionários temos que vencê-los nas urnas em 2018. O Profuncionário parou em Irará e todos os funcionários recebem insalubridade, e lá se conseguiu um plano unificado e que está com problema para registrar a ata. Gilda, também funcionária daPrefeitura de Irará, falou que é necessário ter banheiro,  sanitário  e sala para funcionários das escolas.

Jane, de Vera Cruz, relata um pouco da luta geral dos trabalhadores em educação em seu município, ela fala que foi feita uma carta aberta na comunidade denunciando a situação caótica dos funcionários e professores do município de |Vera Cruz e retirou  a consignação e que muitas vezes não conquistamos nossos direitos por falta de conhecimento. Ela fala na importância da formação sindical e a formação política. Já Joselita, também funcionária do município de Vera Cruz, denuncia, que o prefeito tirou a consignação.

A situação dos funcionários efetivos  na rede estadual, é caótica, no sentido da palavra. O Estado tem optado pela contratação de firmas terceirizadas no regime Reda,  que tem feito  trabalho da infraestrutura e até do setor burocrático e administrativo das escolas, a figura dos funcionários efetivos no Estado está acabando. Para se ter ideia da situação, os poucos funcionários efetivos estão para se aposentar, temos três anos  sem reajuste salarial principalmente do salário mínimo, é uma situação gritante, os governos Wagner e Rui dizem que jamais farão concurso para a área administrativa. Me parece que esta ainda é uma vertente de governos neoliberais.

Todos viram através dos relatos, que a situação desses trabalhadores de Educação converge para a desvalorização, submissão e total falta de respeito à categoria em todo Estado da Bahia.

                 Nivaldino Felix –  Coordenador do DEFE

                   Edimilson Almeida – Vice-coordenador       

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