Professores de Pernambuco vão mover ações em todo interior para exigir cumprimento da lei do piso
15 de setembro de 2012
O Sindicato dos Professores de Pernambuco (SINPRO PE) vai mover ações por todo o interior do Estado para exigir cumprimento do piso salarial. O objetivo das ações é regularizar a Lei Federal nº 11.738, atualmente descumprida em quase todos os municípios, que insistem em pagar aos professores o valor referente ao ano passado, sem o devido reajuste.
Na sexta-feira (10), professores do município de Vicência se reuniram em assembleia para aprovar a nova convenção coletiva que reivindica alem do reajuste do piso – atraso de pagamento, décimo terceiro, 1/3 de férias, efeito retroativo de 2009 a 2011 – a quebra do Plano de Carga e Carreira.
O Sinpro já entrou com ações em Passira, Cumaru e Itambé. E está com procurações dos professores de Glória de Goitá, Limoeiro e Gravatá. Para os demais municípios os professores devem entrar em contato com o sindicato, munidos dos seguintes documentos: Procuração, contra cheques de 2009 até a data presente, RG e CPF.
Jorge Portugal vanguarda, “aonde” Levi?
Todos lemos a coluna tempo presente feita por Levi Vasconcelos, jornalista de longa experiência e conhecimento. E por isso tem causado surpresa, principalmente aos funcionários da saúde, aos policiais e aos professores – grupos que fizeram greve durante o governo de Jaques Wagner – o viés governista que a coluna tomou durante e depois das greves. No afã de defender o indefensável governo de Wagner, o eminente jornalista tem cometido alguns deslizes
incompatíveis com o seu talento e competência.
Domingo, 19 de agosto, por exemplo, a primeira nota da coluna informava que Jorge Portugal sofreu “linchamento
midiático” e que “a didática” dele “é vanguarda”.
Ora, Levi Vasconcelos, o próprio jornal A TARDE fez reportagem – excelente, por sinal – sobre a contratação da empresa de Jorge Portugal sem a necessidade de licitação. Ficamos sabendo que a Abais – a empresa do Portugal – já acumulou R$ 6,8 milhões em contratos com o governo estadual nos últimos quatro anos, todos eles com dispensa ou inexigibilidade de licitação. Esse foi o motivo principal das críticas dos professores em greve à nova contratação da Abais – orçado em R$ 1,6 milhão, o último contrato firmado teve por objetivo a organização de 384 aulões.
Quanto a ser vanguarda, o Jorge Portugal na verdade copia o modelo norte-americano, instituído nas escolas particulares há mais de dez anos no Brasil. São aulas-espetáculos, com mais de um professor na sala de aula.
Agora, se o jornalista acha normal a contratação de empresas sem licitação e de fazer aulões copiados das escolas particulares só para justificar a fortuna investida, é uma opinião pessoal. O que não deve é levar isso como defesa do governo para a coluna tão apreciada por nós, leitores.
Atenciosamente
Guilherme Andrade Lopes