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APLB-Sindicato repudia fala preconceituosa e infeliz de Paulo Guedes contra as domésticas brasileiras

A APLB-Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia manifesta seu repúdio e indignação aos argumentos do ministro Paulo Guedes (Economia) para a alta do dólar, disparando agressões verbais e preconceituosas contra as domésticas brasileiras.

O fato vergonhoso ocorreu dias depois do referido ministro proferir ofensas vexatórias contra os servidores públicos, a quem chamou de parasitas. O ministro da Economia do governo Bolsonaro promoveu na quarta-feira (12) um verdadeiro ‘show de horrores’, ao praticar misoginia, preconceito e ódio contra a classe trabalhadora. O alvo, desta vez, foi às empregadas domésticas.

Ao destacar a alta do dólar em relação ao real durante um seminário em Brasília, Guedes declarou que quando a moeda americana valia apenas R$ 1,80 (na quinta bateu novo recorde, fechando em R$ 4,326) “todo mundo ia para a Disneylândia. Empregada doméstica indo pra Disneylândia, uma festa danada”.  Expressão clara e transparente de profundo preconceito contra as mulheres trabalhadoras.

Ainda não satisfeito, o ministro além de dar provas de que não entende nada da real situação econômica do País, continua o seu discurso repleto de asneiras dizendo que “todo mundo quer ir para a Disneylândia”, mas não “três, quatro vezes ao ano”. Será que ele não sabe que o trabalho doméstico é mal remunerado no Brasil e não permite luxos de viagens à Disneylândia, ou usou de expressiva ironia em sua fala? Ele ainda acrescentou recomendando: “Vai passear em Foz do Iguaçu, vai passear ali no Nordeste, está cheio de praia bonita”, em uma declaração visivelmente inundada pelo preconceito de classe. 

A APLB-Sindicato manifesta seu profundo repúdio ao preconceito, à misoginia, intolerância, falta de respeito e ódio de classes externados sem nenhum tipo de pudor por Paulo Guedes e cobra respeito à dignidade das trabalhadoras domésticas, assim como aos servidores públicos e do conjunto da classe trabalhadora brasileira como um todo.

A depreciação da classe trabalhadora fervorosamente repetida e alardeada pela dupla Guedes/Bolsonaro, só tende a agravar às desigualdades sociais e segue totalmente na contramão da valorização do trabalho, defendida pela Constituição Brasileira de 1988.

A direção da APLB considera as declarações de um preconceito infame e bastante direcionado, pois sabemos que muitos tiveram a oportunidade de viajar de avião nos governos Lula e Dilma. As falas de Guedes transparecem o motivo do golpe. Fica claro que assim como eles, muitos não suportam que o povo pobre divida o mesmo assento no avião que vai para a Disney, como não suportam os negros e negras entrando nas universidades brasileiras.

Salvador, 14 de fevereiro de 2020.

APLB-Sindicato dos Trabalhadores

 em Educação do Estado da Bahia

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