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17 de Maio – Data histórica que marca o Dia Internacional e Nacional de combate a LGBTfobia. Confira artigo da diretora Jhay Lopes

Por Jhay Lopes:

17 de Maio – Dia Internacional e Nacional de combate a LGBTfobia

Escola lugar: de aprender; de compartilhar; de estudar de acolher; de conhecer; de experimentar; de rir, de trocar; de tentar; de errar; de relacionar; de refazer; de buscar; de respeitar…de andar de mãos dadas !

Lugar da diversidade cultural; biológica , étnica, socioeconômica linguística, ideológica religiosa, local com pluralidades e diferenças que se apresentam em inúmeros aspectos.

Assim como de promover a inclusão ao respeitar tod@s que compõem seu ambiente escolar e que contribuem com a formação para a boa convivência em sociedade.

Estatísticas apontam que o Brasil é líder de mortes da população LGBT + ( lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, transgêneros e outras ditas minorias), por motivo de preconceito quanto à sua orientação sexual ou identidade de gênero. E o ambiente escolar não é poupado por essa discriminação que leva a esse ranking.

Diante de um preconceito que extermina vidas humanas deve-se continuar a combater a LGBTfobia dentro e fora da sala de aula. E com base também na até então legislação brasileira que no artigo nº 206 da Constituição Federal, além da liberdade de aprender e de ensinar, o texto estabelece o pluralismo de ideias. Já a lei de Diretriz e Base (LDB) de 1996 tem entre seus princípios educacionais o respeito à liberdade.
A escola que cuida da diversidade está atendendo o princípio constitucional de pluralismo de ideias , assim como atendendo a legislação brasileira quanto às diversas formas de expressão, diferentes pensamentos e forma de viver em sociedade.

Urge a necessidade de educar para respeitar a diversidade, sem discriminar ou ter preconceito em que a garantia de um ambiente de aprendizagem seguro e não violento, inclusivo leve a promover uma educação para igualdade de gênero e de direitos humanos.

Continuar a lutar por uma escola que respeite a diversidade de gênero e de orientação sexual todos os dias, até que a transformação na sociedade ultrapasse as leis e tenha-se mais humanidade. Até lá, ninguém solta a mão de ninguém!

Por Jhay Lopes

Sobre a data histórica:

Há exatos 26 anos, em 17 de maio de 1990, a Assembleia Geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou oficialmente que “a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio”.

A partir dessa decisão da OMS, o dia 17 de maio tornou-se uma data simbólica e histórica para o Movimento LGBT Mundial. Desde então, a comunidade científica internacional se opõe a todas as abordagens que consideram os homossexuais como pessoas “doentes” e que devam ser “curadas”. Psiquiatras e psicólogos podem ter os seus diplomas cassados, caso não obedeçam a esse entendimento. Diversas atividades e eventos são realizados nesse dia, não somente para lembrar essa data histórica, mas também e principalmente para denunciar a violência contra as pessoas LGBT que persiste mundo afora e também no Brasil.

Mas, muito embora a Comunidade LGBT tenha obtido essa histórica conquista, abre-se um parêntese aqui para dizer que essa vitória não está de todo completa, na medida em que as pessoas travestis e transexuais ainda são vistas como portadoras de um transtorno psiquiátrico e, em razão disso, precisam amargar anos de terapia, hormonização e imensas filas de cirurgia, para conseguirem adequar os seus corpos físicos às suas psiques, o que lhes causa muito constrangimento e dor.

Vale ressaltar que a militância vem lutando bravamente para que também a travestilidade e a transexualidade sejam encaradas, pela medicina e pela sociedade, como naturais e inerentes ao ser humano, para que, assim, travestis e transexuais sejam tratados com a dignidade e o respeito merecidos.

O dia 17 de maio é uma data histórica e a ser comemorada pela Comunidade LGBT, mas também é o momento de fazermos uma profunda reflexão sobre o atual momento social e político vivido pelas pessoas LGBT e, a partir dessa reflexão, traçarmos estratégias, transformando-as em ações afirmativas para que se assegure o respeito incondicional aos direitos dessa população.

*Fonte: Rose Gouvêa –  Uma das fundadoras da ONG ALIADOS (Aliança pela Livre Identidade e Apoio à Diversidade Sexual)

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