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Confederação nacional repudia privatização de escolas públicas na Bahia

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) emitiu, nesta semana, uma nota pública repudiando a portaria do governo do Estado que cria a possibilidade de entidades como Organização Social administrar escolas estaduais em Salvador, Alagoinhas, Ilhéus e Itabuna. A portaria foi publicada pela Secretaria Estadual de Saúde na edição do Diário Oficial do último dia 9. O edital deverá ser lançado até o dia 10 de outubro.

Seria uma espécie de terceirização ou privatização da gestão escolar proposta pelo governo do petista Rui Costa, como nos moldes defendidos pelo governo federal no programa Future-se nas universidades federais. As chamadas “OS” já atuariam, segundo fontes ouvidas pelo Política Livre, na área da saúde.

Na nota, a CNTE “expressa veemente repúdio ao Projeto de publicização dos serviços de suporte administrativo e operacional no âmbito das Unidades Escolares Estaduais da Bahia, que caracteriza a privatização de parte expressiva das atividades escolares e a terceirização de funções exercidas por professores e funcionários administrativos da educação”.

Em entrevista exclusiva ao Política Livre no último dia 11, a APLB-Sindicato também se manifestou contra a portaria e garantiu que iria cobrar explicações ao secretário estadual de Educação, Jerônimo de Souza. “Nós somos contra qualquer tipo de privatização da educação pública. Como Bolsonaro está fazendo no Future-se, qualquer que seja o governo que fizer a mesma coisa, nós seremos contra. Se essa portaria realmente prevê, porque tem um artigo muito vago do que vai acontecer, mas se for confirmado nós lutaremos para derrotar essa portaria. É inadmissível que na Bahia, nós, trabalhadores públicos, vamos para rua derrotar o governo Bolsonaro com sua política de privatização da educação pública e aqui não faremos diferente: vai ter enfrentamento”, disse o coordenador-geral da APLB, Rui Oliveira.

 

Do Política Livre

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