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CORONAVÍRUS:  ENTREGA DE CESTAS BÁSICAS É REALIZADA SEM MEDIDAS DE PROTEÇÃO, DENUNCIA APLB

 

Desrespeitando normas de segurança e expondo trabalhadores, alunos e familiares ao risco de contaminação pelo coronavírus, a prefeitura de Salvador realiza a entrega das cestas básicas nas escolas da rede municipal sem cumprir as medidas de segurança. A APLB teve acesso à imagens e vídeos (veja abaixo) que mostram claramente a aglomeração de pessoas, em filas, onde os alimentos são entregues sem qualquer acessório ou medida de proteção.

A distribuição está sendo feita por gestores, servidores administrativos e terceirizados. Marcos Barreto, diretor da APLB, relata que “O álcool disponibilizado é para limpeza geral e não tem previsão de uso para higiene pessoal. As luvas estão sendo entregues em embalagens violadas, ou foram manipuladas e disponibilizadas em sacos comuns, o que indica a manipulação antes do uso, ou seja, podem já vir contaminadas, segundo denúncias recebidas pela APLB”.

As aulas nas escolas estão suspensas desde a última quarta-feira, mas os trabalhadores ainda não foram liberados. “O prefeito ACM Neto está colocando em risco 130 mil famílias e trabalhadores da educação municipal”, completou Marcos.

A APLB exige providências do Executivo Municipal para que a distribuição seja realizada em locais abertos, por profissionais adequados, devidamente preparados, evitando a exposição de trabalhadores, alunos e familiares à Covid-19.

O Sindicato acionou o Ministério Público e entrou com um Mandado de Segurança (N° 8006647-59.2020.8.05.0000) no Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) para garantir a liberação de todos os gestores e funcionários da Rede Municipal de ensino de Salvador, a fim de que esses profissionais possam cumprir o isolamento social proposto pela Organização Mundial de Saúde (OMS), do Ministério da Saúde, da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia e da Prefeitura Municipal de Salvador.

Reforma da Previdência

A APLB também tenta na justiça suspender a tramitação da PEC da Previdência durante o período de quarentena.”A APLB não foge da luta em defesa dos trabalhadores, bem como da vida, nesse momento crítico. Exigimos a liberação dos servidores e terceirizados das atividades laborais, como também a retirada da responsabilidade dos mesmos para distribuição de cestas básicas dos funcionários das unidades. Queremos que as cestas cheguem ao seu destinatário, com segurança para quem recebe e para quem fizer a sua entrega”, finalizou Marcos.

 

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