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É PRECISO UNIDADE E FORÇA DE TODA A CATEGORIA!

 

Companheiras (os),

Quero aqui resgatar fatos que ocorreram até a presente data na nossa campanha salarial, para reflexão de todas (os).

Antes de tudo, é importante deixar registrado que os trabalhadores em educação sempre tomam a dianteira nas campanhas salariais no Município de Salvador. Isso é fato! Antes de qualquer outra categoria se mobilizar, já se evidenciam sinais concretos de organização dos trabalhadores nas escolas municipais. E os preparativos começam em pleno carnaval, na Mudança do Garcia, quando a APLB se faz presente, firme e combativa junto aos demais sindicatos, aos movimentos sociais, contestando e criticando a administração municipal pela falta de prioridade em atender as demandas da população de Salvador, que representam os direitos básicos, no que diz respeito à educação, à saúde, aos transportes, à limpeza urbana, à cultura, etc.

Esse ano, realizamos nossa primeira assembleia no dia 28 de março, quando foi aprovada a pauta de reivindicações para 2019 tendo como marca da Campanha “LUTAR, RESISTIR, NUNCA DESISTIR!”.

Obviamente, campanha salarial de qualquer categoria não deve se resumir apenas nas questões corporativas. A luta dos trabalhadores extrapola as questões especificas e devem estar conjugadas com a luta politica mais geral, especialmente nesse momento crucial que o nosso país atravessa, quando foi eleito um presidente que adota políticas de destruição de direitos conquistadas pelos trabalhadores ao longo de décadas; um governo avaliado como o mais entreguista da história, a ponto de comprometer de forma irremediável a nossa soberania nacional. E essa conjuntura reflete diretamente na nossa vida pessoal e profissional, especialmente porque o prefeito ACM Neto é parte integrante desse grupo, é o aliado de primeira hora do atual presidente.

Ao realizamos a última assembleia do primeiro semestre (23/05), o executivo municipal informou que só apresentaria qualquer posição (ou não!) sobre reajuste salarial, após o resultado financeiro do segundo quadrimestre que encerraria no final de agosto. Nessa assembleia, o debate se concentrou tão somente no Sistema de Monitoramento de Aprendizagem (SMA), ao tempo em que nenhuma proposta de agenda específica da campanha salarial foi defendida ou aprovada. Desse modo, ficou caracterizado que todos admitiram aguardar o resultado financeiro do segundo quadrimestre.

Enquanto isso, a APLB manteve uma agenda de lutas que se estendeu entre maio e agosto, como podem verificar no último informativo, quando foi divulgada a retrospectiva das ações ocorridas no primeiro semestre. A APLB- Sindicato sempre esteve e estará na linha de frente nas paralisações, greve geral, manifestações, caminhadas, quaisquer ações que se proponham na luta em defesa da democracia e pelos direitos dos trabalhadores que constantemente têm sofrido ataques pelos governos federal, estadual e municipal. Um momento importante a ser destacado é o desfile do Dois de Julho, quando confrontamos o prefeito pessoalmente.

Findo o período do quadrimestre, a APLB reúne a categoria em assembleia, ainda que na negociação o executivo não tenha apresentado qualquer posição. Como de práxis, ocorreram duas reuniões de representantes de escola: a primeira para avaliar as negociações e discutir propostas para serem debatidas nas escolas, sendo que a direção da APLB apresentou propostas de paralisação (24/48h) e indicativo de greve, bem como caminhadas e manifestações. Na segunda reunião, o calendário teve uma construção coletiva, fruto da devolutiva das escolas, onde prevaleceu a proposta de paralisação, com manifestações e caminhadas, concluindo, assim, o processo de escuta.

Ainda nessa reunião, foi sugerida pela direção da APLB uma paralisação no dia 17 com movimento de rua. Os representantes de escola presentes não concordaram, com o argumento de que fazer qualquer paralisação naquele momento iria atrapalhar o processo eleitoral.

Na assembleia, foi defendida a proposta de paralisação nesse dia, tendo como atividade tão somente a audiência pública para tratar do Padrão SMED. Foi também aprovado o indicativo de greve, vigília no dia 23/09 (segunda feira), para acompanhar as negociações, quando a APLB informaria o horário e, no dia seguinte (24/09), nova assembleia.

Sobre a paralisação ocorrida na ultima terça feira (17/09), ainda que a mesa tenha chamado a atenção da necessidade de também realizar ações de rua nesse dia, para mostrar indignação contra a agenda de retrocessos dos governos federal e municipal, não foi aceito pelos presentes

Na ultima sexta feira (20/09), para surpresa da direção da APLB o Secretario de Gestão comunicou que a negociação não poderia ocorrer como previsto por questões de agenda, e que teria uma última reunião com o prefeito, protelando, mais uma vez a apresentação de posição acerca de reajuste salarial.

Todo esse relato tem como objetivo reafirmar a prática da direção da APLB na condução do movimento de forma transparente e democrática. As decisões são tomadas por meio de consultas, seja em reuniões nas escolas conduzidas por seus representantes e nas assembleias gerais, instancia máxima de decisão da categoria.

Fazer julgamentos inapropriados contra a entidade de classe que representa o conjunto da categoria é querer fortalecer o adversário, é desconsiderar uma entidade classista de luta, pluripartidária, que desde a sua criação, nunca “baixou a guarda” frente aos governos autoritários, em especial durante a ditadura militar quando era duramente perseguida,  sempre na defesa dos direitos dos trabalhadores, na defesa da nação e do estado democrático de direito.

Essa “rebeldia politica” dos dirigentes da APLB-Sindicato que de forma abnegada lutam pelos direitos da categoria, por democracia e justiça social, tem um custo alto! Não são raras as perseguições, demissões, cerceamento e retirada de direitos, e o mais grave, assassinatos de companheiros a mando de governos autoritários.

Considerando que:

➢ Na conjuntura que o Brasil vive hoje, sob a égide do neofascismo, do antinacionalismo, do incentivo à violência;
➢ Nesse momento em que vivemos uma conjuntura complexa, recheada de retrocessos, que acaba com a possibilidade dos trabalhadores se aposentarem, inclusive a aposentadoria especial do Magistério;
➢ Nesse momento em que o Brasil vive uma crise econômica e geopolítica que afeta o planeta, onde a soberania nacional está em xeque;
➢ Nesse momento em que a nossa democracia encontra-se fragilizada, inclusive mantendo injustamente Lula na prisão;
➢ Nesse momento em que a educação tem estado constantemente em perigo com um ministro da educação que menos entende de educação, que aprofunda a sua baixa qualidade quando reduz recursos, não investe na ciência, na pesquisa, no conhecimento quando suspende bolsas da CAPES. E para agravar mais o quadro, estamos na iminência desse governo abolir o FUNDEB, cujo prazo de validade se encerra em 31 de dezembro de 2019;
➢ Está em risco o futuro do sindicalismo brasileiro, visto que já está sendo encaminhado um projeto de reforma sindical com novas mudanças trabalhistas para atacar os direitos dos trabalhadores e enfraquecer a sua representação;
➢ Nesse momento em que o país está numa encruzilhada entre a civilização e a barbárie;
É necessário, mais do que nunca, a UNIDADE e o ENTENDIMENTO entre nós, trabalhadores em educação! As divergências e as críticas sem agregar valor, apenas para apontar erros, sem fazer a autocritica, são atitudes pequenas, é perda de energia!

A nossa indignação e revolta devem estar canalizadas para o governo federal, para aadministração municipal, este, que tem desrespeitado sistematicamente os servidores municipais, que não aplica corretamente as leis vigentes, que adota a politica da privatização  da educação, que anda de braços dados com o fascismo.

Finalizo dizendo que estejam certos que a direção da APLB estará empenhada em cumprir a agenda aprovada na assembleia, apenas com mudança de datas, logo que o executivo municipal confirmar a negociação.

SIGAMOS JUNTOS EM DEFESA DA EDUCAÇÃO E DA VIDA!

Elza Melo

Diretora da APLB-Sindicato

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