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ARTIGO NIVALDINO FÉLIX – GOVERNO PITORESCO, FASCISTA E FARSANTE!

Estamos vivendo uma conjuntura política  que se expressa por uma intensa carga ideológica, promovida por um governo de extrema direita, onde os militares ocupam todos os cargos estratégicos de governo. Este governo tem como objetivo desmontar o estado brasileiro, atacando com fúria setores importantes. Exemplos: o fim do Ministério do Trabalho,  o aniquilamento das universidades públicas, e a tal reforma da Previdência, que pode acabar com aposentadoria de todos os trabalhadores, entregando sua gestão ao setor privado.

Este governo é ao mesmo tempo perverso e pitoresco, a partir do momento que a mente insana do capitão Bolsonaro  foi ao presidente do Congresso para que autorize a matança de trabalhadores que invadirem as suas terras, isto é, índios e camponeses sem terra, por parte dos grandes proprietários de terra, isto é, os fazendeiros. É um governo que pune os fiscais do IBAMA que agem de acordo com a lei contra os elementos que devastam o meio ambiente. É  um governo que prega o ódio racial  e se coloca contra a diversidade, quando manda tirar uma propaganda do Branco do Brasil que  aborda de forma  positiva a importância da juventude, valorizando segmentos marginalizados pela sociedade.

O filho do presidente, o Carlos Bolsonaro, conhecido no ambiente político como Tonho da Lua por sua confusão mental, entra em constantes conflitos com o vice-presidente, o general Mourão, e teve o desplante de ironizar a morte do neto de Lula nas redes sociais. A coisa foi tão séria, que ele foi repelido pelo pastor Silas Malafaia, outro reacionário. O outro filho de Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, o Senador, amigo de milicianos no Rio de Janeiro, disse que vai fazer um projeto para tirar a palavra comunista do dicionário da Língua Portuguesa, além de já ter dito que basta um jipe e um sargento para fechar o Supremo Tribunal Federal, além de outras besteiras que ele vem falando.

Por outro lado é um governo  que pelo andar da carruagem, não tem nenhum projeto para desenvolver a economia no sentido de tirar 13 milhões do desemprego. Aliás, importante enfatizar que quando houve o golpe, que de forma absurda tirou Dilma do poder, tínhamos um exército de 8 milhões  desempregados e hoje temos mais de treze milhões!

É importante lembrar que o Governo Temer, e seus asseclas do Congresso Nacional diziam que a reforma trabalhista era para gerar emprego e melhorar a vida dos trabalhadores, hoje esta reforma não diminuiu o número de desempregados e nem melhorou a vida dos trabalhadores, só favoreceu os grandes empresários.

O mesmo discurso sofismático eles vem usando com a reforma da Previdência, dizendo que é para melhorar a vida dos pobres. Em um país decente estariam todos presos por mentir para o povo, o que nos remete à Grécia Antiga, quando o governante que mentisse para o povo era submetido à Lei do Ostracismo. Era preso e solto em uma ilha repleta de animais ferozes.

É um presidente que anda dizendo que o nazismo é de esquerda, para criar confusão na cabeça do povo, baseado nas teses do autoproclamado filósofo de direita, Olavo de Carvalho, cujas obras a história vai se incumbir  de   jogar na lata de lixo. O governo Bolsonaro é tão elitista, conservador e iletrado, que diz que vai mudar o patrono da Educação no Brasil, título hoje conferido a Paulo Freire, educador premiado internacionalmente e que acreditava no diálogo como método de apreensão do conhecimento e aumento da consciência cidadã, considerado um dos maiores educadores do mundo.

Recentemente o Ministro da Educação disse que os nordestinos têm que aprender nas escolas agrícolas, e não aprender filosofia e sociologia, decreta o fim desses cursos nas universidades públicas, e por pretexto ideológico, diminuiu as verbas da UNB, da Universidade Federal da Bahia e da Universidade Federal do Rio de Janeiro, com o propósito de limitar o conhecimento do povo, especialmente o povo nordestino, e preparar a juventude somente para o mercado de trabalho.

Nivaldino Felix 

Diretor de imprensa da APLB-Sindicato

Escritor e pesquisador 

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