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MEC repassa verba para alfabetização, mas depois diz para escolas não usarem

Pasta cita ‘discrepância’ e diz que atua para liberar valor, que soma R$ 150 milhões; colégios já haviam iniciado atividades

Escolas do estado de São Paulo relatam que começaram a receber os depósitos no dia 20 de agosto. No dia 6 de setembro, porém, o MEC enviou um ofício a secretários e diretores de todo o país, com o assunto”URGENTE – Programa Mais Alfabezação – PMALFA. Recursos 2019″.

O pedido de interrupção do uso de recursos pegou os colégios de surpresa. Muitos já tinham começado a atividades com os auxiliares de alfabetização.

Dentro desses itens, a alfabetização foi apresentada pela atual gestão como prioridade.

No ano passado, 42.446 escolas participaram do Mais Alfabetização, com foco na aquisição de competências de leitura, escrita e matemática de alunos dos 1º e 2º anos do ensino fundamental. O objetivo é que cada turma recebesse apoio de um professor auxiliar por um período de cinco a dez horas semanais. Em 2018, foram investidos R$ 138,6 milhões no programa.

O presidente da Undime diz que espera uma solução até o início da semana que vem. A entidade pediu ao MEC que libere o uso da verba para as escolas que receberam o montante correto e que, no caso das demais, o reajuste seja feito na segunda parcela dos repasses.

O MEC enfrenta atualmente uma série de restrições orçamentárias, com um bloqueio de cerca de R$ 6 bilhões. O corte atinge ações que vão da creche à pós-graduação —o governo diz esperar o desbloqueio de parte dessa verba ainda este mês.

Folha de S.Paulo

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