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Nota de pesar pela morte da Makota Valdina Pinto

Morreu nesta terça-feira (19), aos 75 anos, a Makota Valdina Pinto, educadora, líder comunitária e destacada porta-voz das religiões afro-brasileiras, das causas das mulheres e da população negra da Bahia e do Brasil.  Em assembleia da rede estadual, ela foi homenageada em diversas falas e dedicado um minuto de silêncio. O sepultamento acontecerá hoje (19), às 15h30, no Cemitério Jardim da Saudade, em Brotas.

Makota Valdina era professora aposentada da rede pública municipal, educadora, ativista política e membro do Conselho de Cultura da Bahia. Valdina Pinto ocupou o cargo de makota, assessora da Nengwa Nkisi, Mãe de Santo do Tanuri Junsara, Terreiro de Candomblé Angola. O nome do cargo acabou se incorporando ao seu próprio nome:  Makota Valdina.

Ela sempre se posicionou na sociedade como militante e fez questão de impulsionar as mudanças na própria religião. Como ela dizia, “é preciso ser sujeito dessa história e não objeto”.

História

Valdina Pinto era conhecida como Makota devido ao cargo recebido no candomblé, no terreiro Angola Tanuri Junsara, localizado no Engenho Velho da Federação, bairro onde ela nasceu e desenvolveu ações educacionais. Desde a década de 1970, Valdina lutava contra a intolerância, principalmente a religiosa.

Durante os mais de cinquenta anos de ensinamentos e atividades em prol da preservação do patrimônio cultural afro-brasileiro, Makota Valdina recebeu diversas condecorações, como o Troféu Clementina de Jesus (UNEGRO), Troféu Ujaama, Medalha Maria Quitéria e Mestra Popular do Saber.

Em 2013, ela lançou a autobiografia “Meu Caminho, Meu Viver” durante um evento no Forte da Capoeira, no Largo Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador. Ela também foi retratada no documentário “Makota Valdina – Um jeito Negro de Ser e Viver”, de Joyce Rodrigues.

A APLB-Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia manifesta seu profundo pesar e se solidariza com a comunidade religiosa, amigos, familiares, admiradores e com toda a Bahia por esta irreparável perda.

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