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O Judas da Educação! – Parte 1

Por Marcos Barreto*

Essa é uma obra de “fricção”, qualquer semelhança com a realidade é coisa de sua cabeça.

Todo corno sabe disso…

Nas terras do Reino do Dendê, na segunda década do século XXI (tempos antigos…), um sujeito com nome que lembra a traição de Jesus ganhou um “mandato de playground” de seu Papito.

Pense num cabra “engomadinho”? Se um dia pegou peso na vida, só foi para carregar as propinas da missa do Papito que era mais sujo que “pau de galinheiro”. A família vivia metida em todo tipo de “fuleragem” desde as contas públicas (que chamavam de orçamento mas na realidade “orça-aumento”), os caras metiam a mão até mesmo no capilé das “ambulânça”, porém sempre davam um jeito de criar um “dente de coelho” para empurrar a “sujeira pra debaixo do tapete”.

Quando chegava na Casa do Povo, todo mundo se perguntava que porra de “baba de boi” era aquela que passava no cabelinho tipo “mamãe quero ser superomi”. Queria falar grosso, subia no palanque, estufava a “caixa de catarro”, dizia que era retado, que batia em todo mundo, que “papai” era o dono da boca… Mas, pouca gente parava para ouvir seu  bolodório de “leite de pato”.

Pense num cabra nojento… Multiplique por dez.. Era pior!

Um dia esse cabra começou aprender a ler… Aí, a coisa ficou mais baixa do rabo do cachorro.

Esse cabra descobriu o Patrono e percebeu que tinha gente que já denunciava, antes dele nascer,  as “crocodilagem” dessa galera que gosta de “ficar de cocó” para tirar do povo seus direito.

 O cara surtou e começou a esbravejar:

– Colé de mermo desse véio barbudo? Quer ensinar esse bando de estopô a “lê o mundo”? Ele quer me fuder? Como é que minha família vai sobreviver desse jeito? Papai caiu em desgraça e hoje não consegue nem roubar moeda em “copinho de aleijado” depois que o povo deu uma “banana pra ele” na urna…  QUE DISGRAAAAAAÇA!

O sujeitinho “pegou ar”…

Depois de encher a cara de toddynho com canudo de melaço, resolveu declarar guerra a todos os professores!

– Vou botar minha facção na rua, vou botar pra correr qualquer FDP que venha dar aula em minha freguesia para ensinar esse povinho a “lê o mundo”. Pobre não pode pensar, nem pode sorrir. Alias, só deveria ter dois dentes, um pra abrir garrafa pra rico e outro pra doer o tempo todo!

Esse é todo o entendimento que esse fulêro sabe sobre alfabetização.

Mas, a história é viva e rica para enquadrar o bacas de plantão.

Os professores do Reino do Dendê, prepararam um mariscada apimentada para essa desgraça se engasgar com a pimenta e com a espinha de tabaqui…

Aguardem a o cof-cof dos próximos capítulos…

 

Marcos Barreto é psicopedagogo, psicomotricista, diretor da APLB-Sindicato, Conselheiro Municipal de Educação, Conselheiro do FUNDEB e  do FUNPRES

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