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Por Nivaldino Felix – Os Ataques à Natureza na Amazônia fazem parte da ganância capitalista

O desmatamento na Europa começa por volta do ano de 1750, a partir da  revolução industrial, boa parte da população do campo  migra para as cidades e naturalmente  aumentou a explosão  demográfica que  impulsionou construção de vilas e as atividades do carvão mineral intensificou a questão necessária para  o desenvolvimento do capitalismo em diversos países na Europa. No livro cujo titulo é  –  Acumulação Primitiva do Capital – Marx, ele  denuncia devastação de milhares de hectares de terra no continente europeu.
Com a chegada dos portugueses no Brasil começam os primeiros ataques à natureza  com extração  de forma criminosa do Pau Brasil, nesse período o Brasil era um paraíso. A ideia de transformar o Brasil em território internacional  já vem  de longos tempos, desde o século 19, quando o diplomata Americano Maury Herndon, propôs, através de um manifesto,  a anexação da Amazônia aos Estado Unidos. O Brasil respondeu este insulto à soberania nacional através do diplomata Tavares Bastos , como se fosse uma  declaração de guerra.

Como se observa a nossa Amazônia sempre  foi cobiçada,  por diversos países desenvolvidos.  Não tem como negar a Amazônia é o pulmão do mundo possui em seu solo diversos minerais estratégicos e a sua biodiversidades de plantas e aves que só  existem em nossa nação, ao longo desses séculos muitas nações indígenas foram dizimadas por parte dos capitalistas fazendeiros assassinos que ocuparam as terras dos povos originários.

Não tem como negar no governo fascista de Bolsonaro se agravou o desmatamento e as queimadas estimulada pelas declarações e atitudes desse governo que demitiu e afastou os funcionários do Ibama e da Justiça do Trabalho dizendo que este fiscais estavam multando demais àqueles que queriam trabalhar. Os fazendeiros passaram a agir de forma cruel contra a Natureza em busca de sua ganância capitalista e sanguinária, demissão do presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE),  alegando ele que os dados  sobre as queimadas não correspondiam à realidade. O que está posto para todos nós é que Bolsonaro é um inimigo da Natureza. As recentes declarações dele expelem o preconceito e o racismo contra as tribos indígenas e os quilombos que são organismos sociais, portanto tais declarações são um atentado à soberania nacional.

Estas atitudes desse governo pro-imperialismo Americano, cria atrito com a união europeia, e as conseqüência para o agro-negócio no Brasil torna-se inevitável, os debates histéricos de Bolsonaro com Macron e a recusa dos 83 milhões de dólares para acabar com os incêndios na região norte do Brasil é um recurso importante,  mas que não deve ser recusado, como expressou o Governador do Maranhão Flávio Dino, dever ser administrado pelos governadores e entidades da sociedade civil.

Bolsonaro ao assumir desmontou às estruturas de fiscalização dando a senha para os fazendeiros, para instituir o dia do fogo coisa que aconteceu chamando atenção do mundo que repassam dinheiro para o fundo amazônico suspenso pela Noruega e Alemanha em função dos recursos não sendo usado para debelar o fogo e proteger a floresta na Amazônia.
O clamor da população no Brasil e no exterior venceu neste momento, a arrogância desse governo militar  fascista que assumiu o poder para entregar o país, destruir toda riqueza natural.
 
A APLB, preocupada com estas questões instituiu uma comissão para elaborar estratégia, para que possamos levar para seio da nossa categoria a importância desse tema, como é um tema de muita relevância, queremos ampliar este debate com entidades como ASSUFBA e outras entidades da área da Educação, incluir o Governo do Estado, através da Secretaria do Meio Ambiente, visitar o consulado da Noruega e da Alemanha, para inserir nesta mobilização e, no fim, promover um grande debate com especialistas neste assunto.    

                              Nivaldino Felix
              Diretor de Comunicação da APLB
              Pesquisador, poeta e escritor

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